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Taxistas cariocas (parte III)

15.3.14



Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isto iria acontecer: ontem apanhei um taxista português no Rio de Janeiro. Ia ver uma casa em Copacabana e conheci o senhor Eduardo que mora no Rio há 70 anos. 

- Eduardo...mas que nome tão bonito. 
- Sabe? A minha mãe deu-me este nome em homenagem ao Eduardo VIII. Sabe que ele fez uma coisa muito bonita... 
- O Eduardo VIII é o que casou com uma americana? 
- Sim, esse mesmo. Ele renunciou à coroa por amor, para ficar com a mulher da sua vida. É uma história tão bonita que a minha mãe, em vez de me chamar Joaquim ou António, como metade das pessoas da minha idade, chamou-me Eduardo. 
A conversa continuou num tom muito carinhoso e o Senhor Eduardo parecia mesmo comovido por estar a conversar com uma portuguesa. 
Quando me deixou na rua combinada, disse-me que aquela zona não era muito boa porque tinha muitas - e passo a citar - "meninas caridosas". 
No final, fui à janela dar-lhe um passou-bem e tirei-lhe esta fotografia. Quanto mais não seja, porque terminámos a nossa bela conversa a falar de putas. Isto sim. Isto é que é uma conversa com taxistas.

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