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Taxistas cariocas (parte II)

5.3.14
Zé Miranda era um português generoso e de bom coração. 
Vivia no Rio de Janeiro e tinha uma empresa de autocarros. Ajudava pessoas em dificuldades, dava dinheiro aos pobres e andava sempre com um sorriso nos lábios. Sendo um homem endinheirado, um dia foi sequestrado por um grupo de sete homens. Levaram-no para uma casa abandonada, com a intenção de o manterem ali para, depois, pedirem um resgate. Quando retiraram a venda do homem, dois dos sequestradores, irmãos, reconheceram-no imediatamente - uns meses antes o português tinha ajudado a mãe dos rapazes, pagando-lhe a conta do gás. Gritaram para os outros bandidos: 
«- Ninguém faz nada com ele não! Esse aí é muito gente!» 
Quem me contou esta história foi o Sr. Adilson, o taxista mais simpático e gente fina que apanhei aqui no Rio. O Sr. Adilson trabalhou 31 anos para ele e diz que o Sr. Zé foi uma das melhores pessoas que conheceu na vida e que, só por isso, tinha um carinho especial por todos os portugueses. Não lhe disse nada, mas isto também é ser muito gente.

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