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Coisa #25 que aprendi antes dos 30

12.12.13



Um dia disseram-me que eu tenho uma necessidade (demasiado) grande de resolver conflitos. 
Não gosto de me chatear nem permanecer zangada com ninguém porque, acima de tudo, não gosto do confronto: sou péssima para discutir, não sei contra-argumentar e quando estou mesmo chateada, lanço uma quantidade de asneiras a torto e a direito e isso é o meu expoente máximo de agressividade. 
Por isso, durante a maior parte da minha vida, nunca consegui aceitar muito bem a ideia de eu ficar zangada com um amigo ou de um amigo ficar desiludido ou aborrecido comigo por algo que não se consegue ultrapassar. Sempre achei profundamente triste, para não dizer desesperante, aquele momento em que uma pessoa decide «É isto. Não preciso de ti na minha vida.»
Com o passar dos anos, percebi - vá lá, finalmente! - que também as amizades respeitam o ciclo natural da vida. Um bocadinho como o cocó: se uma nova coisa entra, outra tem de sair. É preciso saber deixar ir. Saber aceitar a perda. E às vezes, se tivermos sorte, abrimos um espaço para que algo muito melhor possa entrar.


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