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Coisa #21 que aprendi antes dos 30

12.12.13


Aquele trio de objectivos que ouvimos desde crianças, "plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro" é muito bonito e tal, mas se estamos a falar de coisas que contribuem para o teu desenvolvimento enquanto pessoa ou que possam constituir um feito na tua vida, eu acrescentaria "viver num país que não seja o teu".
Essa coisa de "viajarmos porque gostamos de conhecer novas culturas", como deverão dizer na entrevista todas as candidatas a uma posição de hospedeira de bordo, é um bocado tanso. Aprende-se mais lendo um guia do Lonely Planet ou um livro do Kapuściński. Sem a imersão total não se aprende uma cultura nem se aprende uma língua. Ponto.
Se eu, em 3 anos, aprendi tudo sobre Itália e sobre os italianos? Certamente que não. Mas aprendi que te olham de lado se pedires um cappuccino depois das 11 da manhã, que os homens têm tendência para serem machistas ou que com a pizza deves beber cerveja ou gasosa, não vinho.
Viver fora do país de origem, por 3 meses que sejam, é um passaporte para uma nova visão, sobre nós, sobre o país que nos acolhe e, por mais irónico que seja, sobre o país que abandonámos. Nem me vou pôr aqui com aquelas merdinhas do "alargar os horizontes, blá, blá", porque não temos 5 anos. Mas a verdade é que aquele ciclo de "primeiro não sei > depois tenho curiosidade sobre > decidi que vou aprender sobre > e por fim já sei e faço igual" é uma das grandes vitórias desta vida.

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